Pensa no Carlinhos. Adora bicicletas, e essa é a alegria da vida dele. Não fala de outra coisa, só da merda da bike dele. A esposa, deliciosa, no começo do casamento até que tentou acompanhar, mas desistiu. Ela é normal, oras. E olha, quando digo “fissurado na bike” é isso mesmo: simplesmente ignora o mundo (esposa inclusive) quando começa a falar do verdadeiro amor da vida dele.
Um dia estávamos em um jantar e ela estava sentada bem no meu lado. Não aguentei, passei a mão no joelho dela, por baixo da mesa. Longe de afastar: ela acariciou a minha mão, e foi puxando para a coxa. Fingindo estar todo interessado na história que o Carlinhos estava contando pela milionésima vez, cheguei mais perto da mesa e estiquei mais a mão por baixo. Ela me esperava de pernas abertas, e foi ela quem puxou a minha mão até a calcinha, úmida.