A mulher do meu chefe

Meu nome é Ricardo Campos, tenho 26 anos e atuo como estagiário em um escritório de contabilidade. O meu chefe, o seu Geraldo, no ápice dos seus cinquenta e oito anos, é um sujeito austero. Quando chega no escritório ostentando a sua habitual carranca enfezada ele fala em um tom tão inaudível que o seu “bom dia” soa no máximo como um resmungo.

Trabalhar suportando o mau humor daquele cidadão apenas não é um maior suplício porque, pelo menos uma ou duas vezes por semana, a esposa dele aparece lá no escritório.

Raquel, muito mais nova que o velho casmurro (ela tem 24), é a inspiração para as minhas punhetas no banheiro do escritório. Não há pau que fique cabisbaixo diante daquela bundinha arrebitada, daquelas tetas firmes e daquele rosto emoldurado por longos cabelos mais escuros que a noite. Aliás, só o pau quase sexagenário do seu Geraldo mesmo para permanecer murcho diante daquela gostosa.

– Oi, moço, tudo bem? – Raquel fala quando me vê, movimentando aqueles lábios que naquela face tão branquinha fica quase da cor de uma maçã madura.

Raquel diz que vai lá para visitar o marido, mas eu sempre desconfiei que as visitas tinham segundas, quiçá até terceiras intenções. Minhas suspeitas se confirmaram no dia em que ela apareceu na minha sala e falou que era para eu visitá-la na próxima Sexta-Feira.

– Vou estar vestindo só uma calcinha atolada no rego. – Ela disse lambendo os lábios.
É óbvio que o meu pau enrijeceu, mas eu indaguei sobre o seu Geraldo.

– Aquele velho pançudo vai estar em um churrasco na casa do Freitas. – Raquel falou.

Raquel morava no último andar de um prédio de treze andares. Entrei no elevador já imaginando aquela língua dela enrolada no meu membro. Apertei o 1301 e ela abriu a porta. Raquel apenas não estava completamente nua porque uma calcinha preta jazia atolada naquela bunda gostosa.

Adentrei no apartamento do homem que pagava o meu salário para fazer o que ele não conseguia: alegrar aquela boceta sedenta por uma piroca dura.

Raquel era a transa do século. Ela chupou o meu pau com vontade e em seguida ficou de quatro, oferecendo para mim “a sua porta dos fundos”. Eu mergulhei minha língua naquele cuzinho. Quando eu estava prestes a enterrar minha piroca lá dentro, eu ouvi alguém abrindo a porta da sala.

A expressão de prazer no rosto da moça foi substituída por uma careta de surpresa e desespero.
– Puta merda, é o Geraldo! – Ela disse sussurrando.
– Amorzinho, desisti do churrasco, cheguei. – Ele disse lá da sala enquanto fechava a porta.

Eu estava pelado. A única saída era a janela do quarto, porém lembrei que treze andares me mantinham longe da calçada lá embaixo.
– Vai para o guarda-roupa, imbecil. – Raquel ordenou. Me limitei a obedecer. Eu consegui vestir a minha bermuda e calçar os meus tênis antes de invadir a escuridão do guarda-roupa.

O desespero impediu que sentisse ânsia de vômito ao saber que eu me acomodei em posição fetal entre as cuecas e meias daquele velho filho da puta.

De lá de dentro ouvi Raquel reclamar alguma coisa sobre a chegada do marido. Porém, de repente vi algo que eu não ousaria ver nem mesmo se eu estivesse com o cérebro entupido de LSD. Eu vi abaixo de mim um buraco na madeira do guarda-roupa emitindo uma luz azul. A cratera brilhante cresceu e eu, tal e qual Alice caindo na toca do coelho, fui parar em um local que eu tinha certeza, não era o nosso mundo.

Era uma sala sem janelas, com paredes brancas. O recinto era pouca coisa maior do que o quarto da Raquel. Mas acho que o ambiente ficava menor ainda por causa do maquinário e da tecnologia ali presente. Pra se ter uma ideia, o computador mais simples ali dentro faria o notebook mais avançado parecer uma maquininha de calcular.

Mas meus olhos foram atraídos mesmo para uma moça seminua com os tornozelos presos a duas correntes de aço no chão.
– Por favor, me tira daqui. – Ela disse. A voz dela era um miado arrastado e agudo que já deixou o meu pau em alerta. Os seios pareciam implorar por uma chupada, enquanto a calcinha preta desaparecia em meio aquela deliciosa bunda branquinha. Eu fiquei em dúvida se perguntava “onde eu estou” ou “posso te foder”?

– Rápido, me alcança aquela pistola que está em cima da mesa. – Ela ordenou. Eu obedeci. Eu juro que se ela mandasse até mesmo eu assobiar o hino do Japão eu obedeceria.

Dei para ela a arma que ela pediu. Era uma arma que parecia ter saído de um filme de ficção científica.
A prisioneira apontou a pistola para as correntes que prendiam os seus tornozelos. Ela apertou o gatilho e liberou um raio azulado. As correntes se partiram como se fossem feitas de algodão.

– Como é o seu nome? – A gostosa indagou. Eu respondi. Ela me disse que o seu nome era Larissa. Ela não sorria. Em seu belo rosto ela ostentava uma expressão preocupada, como se aguardasse a chegada de uma grande ameaça.

– A gente tem que sair daqui. Se não o Sentinela de Metal vai aparecer aqui e enfiar uma sonda de controle mental no meu cu. – Ela disse. Logo depois alguma coisa abriu a porta daquela sala. Era um robô de mais ou menos um metro e oitenta. As luzes emitidas pelas máquinas ligadas na sala refletiam naquele corpanzil de prata.

– Puta merda. O Sentinela chegou. – Larissa disse com a convicção de alguém que literalmente vai tomar no cu.

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