Uma traição que fez nascer um prazer diferente

Uma traição que fez nascer um prazer diferente
Fevereiro de 2026.
Cara, não sei o que está acontecendo comigo, não consigo entender mais nada sobre os meus desejos, a minha regra de homem casado, a minha ética de macho e muito menos o que está acontecendo na minha vida, na minha casa e com a minha mulher. Pois eu conheço cada canto dessa casa, cada fio elétrico, mas demorei pra entender o que acontecia debaixo do meu próprio teto, com a minha cabeça, comigo mesmo.
Olá pessoal, tudo bem com vocês? Que bom! Eu sou o Felipe, tenho 29 anos e trabalho com TI. Passo o dia resolvendo problemas de computador, destravando sistemas, lidando com lógica, com máquinas — sei exatamente onde mexer — mas a minha vida pessoal virou uma bagunça que nenhuma ferramenta conseguia explicar, porque sempre fui um cara comum, casado, na minha, sem nunca ter olhado pra outro homem — até o Raul virar a nossa vida do avesso.

Sou casado com a Letícia há quatro anos. Ela tem 28 anos, vende lingerie, cuecas e cosméticos de porta em porta. É uma parceira, sempre carinhosa, gentil, amável, sempre disposta, nunca tive nenhuma desconfiança dela; também né, ela não sai de casa quase nunca, trabalha em casa, sempre na sua, fala muito pouco com os vizinhos, fala bem baixo, mas tem um jeito manso que convence qualquer um. E moramos em Porto Alegre, numa casa muito grande, com um pátio e uma piscina pequena que herdamos do pai dela. A minha mãe mora no interior e o meu pai faleceu faz seis anos.

Depois que o meu velho se foi, o Raul foi a única pessoa com quem eu tinha afinidade; ele sempre foi o melhor amigo do meu pai, tem 56 anos, aposentado pelo estado do Rio Grande do Sul na área da segurança, sempre foi muito prestativo pra mim. É um homem muito alto, muito forte, um baita alemão, tem mais de um metro e noventa de altura, forte pra caramba, corpo de academia e corrida, careca, tem barba cheia e uns olhos verdes claros que parecem estar te lendo por dentro, e os braços dele são da grossura da minha coxa, cheios de veias, exala autoridade.

A Let perto dele some, kkk: tem um metro e escassa, é branquinha, daquelas que ficam vermelhas por qualquer coisa, tem cabelo loiro liso e um corpo com uma bunda redonda que marca bem no jeans; perto do Raul, as atitudes e a postura dela mudavam, ela baixava a cabeça, ficava sem jeito, mexendo no cabelo. Já eu sou o oposto dos dois: tamanho médio, um metro e setenta e o que, oitenta e dois quilos, barbudo, peludo e com aquela barriguinha de quem toma uma cerveja no fim de semana e come bem, com mãos grossas que mexem em ferramentas. E ela sempre fala que o que mais gosta em mim são os meus olhos e a minha bunda, que é bem redonda, peluda e durinha, mas eu dizia que ela deveria gostar do meu pau, das minhas bolas, kkk.

— Não, amor, a tua bunda é perfeita, demais. Adoro tocar nela quando tu tá por cima de mim.
— Tá bom, mas ainda acho que tu tinha que gostar do meu pau, kkk.
O grandão sempre vinha aqui em casa toda semana, dizendo que era pra me visitar, ver como a gente estava; os dois ficavam bebendo cerveja na área da piscina enquanto eu terminava alguns relatórios do trabalho, mas a Letícia me dizia depois que quase não conversavam, que ela ficava na dela, só observando de canto.

Eu achava que era timidez, por respeito ao amigo da família, mas com o tempo o clima começou a pesar de um jeito estranho. Comecei a notar uns olhares demorados do rosto dele pra ela, e o jeito que ela ficava tensa quando a caminhonete encostava na frente; aquilo começou a me dar um nó no peito, uma mistura de ciúme com uma curiosidade que eu não admitia de jeito nenhum pra mim mesmo.

Em um sábado de calor infernal aqui em Porto Alegre, eu estava limpando a piscina e a Letícia na cozinha picando frutas, escutei o motor pesado na rua e o portão bateu: era o Raul. Entrou pelos fundos de regata e calção de futebol, mostrando aqueles braços gigantescos e o peito peludo saltando para fora do tecido.

— Bah, vivente, que trabalheira nesse sol, precisa de uma mão aí? — perguntou ele, soltando uma risada abafada.
— Tá quase, seu Raul, só tirando as folhas da água mesmo.

— Olha que a patroa já tá vigiando nós ali na porta, kkk.
O alemão me olhou e apontou com o queixo. Olhei pra trás e vi a Letícia na porta com uma jarra de suco: estava muito vermelha, com os olhos cravados no rosto dele, e ajeitou o shortinho curto, visivelmente nervosa na presença dele.

— Fiz um suco gelado, vocês querem, Raul? — a voz dela saiu mansa, quase num sussurro.
— Bah, salvou a vida, essa tua hospitalidade me quebra, Letisinha.
— É o mínimo pro senhor…

— Senhor não, guria, sou quase um irmão pro teu marido, esquece essa cerimônia comigo, kkk.
Ela baixou a cabeça, com o rosto e o pescoço completamente vermelhos. Quando foi entregar o copo, a mão dela tremeu tanto que os dedos dela roçaram os dele por alguns segundos. Ela deu uma olhada rápida pra mim e puxou o braço de volta num estalo, mas ele continuou encarando ela por cima do copo de suco, fixo, sem piscar nenhum segundo.

— O suco tá bom — disse o Raul, limpando a boca com as costas da mão e sorrindo de canto. — Mas aquele teu doce de canela da semana passada… Bah, comi um pedaço generoso direto na mesa da cozinha que me deixou pensando nele a semana inteira. Tu sabe bem como me agradar e acertar o ponto do que eu gosto, né, guria?

A Letícia engoliu em seco, os olhos dela brilharam numa cumplicidade quente e o canto da boca dela esboçou um sorriso tenso. Aquela fala dele, com aquele olhar pesado, me deu um estalo na hora: não era só elogio de vizinho, ali tinha coisa, eles já tinham tido algum tipo de intimidade naquela cozinha.

— Se o senhor quiser… faço mais pro fim de semana — ela respondeu, com a voz falhando de nervoso.
— Olha que eu cobro, hein? Não me instiga que viro sócio definitivo dessa cozinha. E tu sabe que quando eu entro num lugar, eu não fico só na promessa, vou até o fim.

Fiquei ali com a peneira na mão, assistindo àquilo em silêncio. Havia uma eletricidade muito forte entre os dois, a postura imponente dele contra o jeito submisso dela criava um tesão palpável no ar, e aquilo, em vez de me enfurecer ou me fazer brigar, começou a me acender de um jeito que eu nunca tinha sentido na minha vida inteira.

Ao entardecer, sentamos no pátio. Ele afundou a cadeira de praia com o tamanho do corpo dele, e ela trouxe mais cerveja, vestindo uma regata leve e um short bem justo. Sentou mais afastada, encolhendo as pernas na cadeira e puxando o pano pra cobrir a coxa.

— Como estão os treinos no Parcão, Raul? Aguenta o ritmo nesse mormaço de Porto Alegre? — perguntei, puxando assunto.
— Calor não me derruba, guri, teu pai corria comigo no meio-dia e não reclamava. Essa gurizada de hoje em dia que se quebra por qualquer bobagem.
— Meu foco é mais na cabeça, gasto muita energia no computador ali dentro.
— Eu sei, Felipe, mas o corpo também tem que estar pronto pra dar conta das coisas. Uma mulher bonita e viçosa dessas do lado exige um homem com energia, que aguente o tranco no dia a dia, senão o ferro enferruja. Não é verdade, Letícia?

Ela deu um salto na cadeira, assustada com a pergunta direta e provocativa. Olhou para o chão na hora, tentando disfarçar e puxando de novo a barra do short que subia pela coxa dela.

— Cada um tem seu ritmo… O Felipe trabalha bastante e se esforça muito — justificou ela.
Olhei para a minha mulher e vi que ela estava mordendo o lábio inferior — o tique exato que ela tem quando está muito excitada, nervosa ou acuada. A minha própria cueca apertou na hora, o clima de safadeza estava escancarado na nossa frente e o Raul sabia exatamente o que estava fazendo.

— E tu, Raul? Não pensa em arrumar alguém? Um cara boa pinta, sozinho na vida… — provoquei, querendo ver a reação.
— Mulher dá muito trabalho, Felipe. Ou é muito nova e não sabe o que quer, ou é rodada e cheia de manias. Gosto de coisa firme. Gosto de mulher que sabe escutar, que me deixa mandar e aceita o comando, fruta no ponto certo. Tá difícil de achar hoje em dia.

Ele falou aquilo olhando fixo, sem desviar, direto nos olhos dela. A Letícia não aguentou a pressão daquele olhar verde do alemão, levantou num pulo só da cadeira e pegou os copos vazios com as mãos trêmulas.
— Vou… vou ver o bolo no forno, com licença.

O Raul acompanhou com os olhos a bunda redonda dela rebolando pra dentro de casa e deu um sorriso de canto, totalmente dono da situação e ciente do efeito que causava. Senti um arrepio forte na espinha, e ali eu entendi, no fundo da minha mente, que queria ver até onde aquela história ia parar.

Naquela noite, o jantar foi quase em absoluto silêncio. Ela serviu o prato do Raul com uma obediência e uma timidez que nunca tinha tido comigo, dava pra ver o desejo e a eletricidade naqueles olhos. Quando ele finalmente foi embora, a casa parecia vazia, mas a energia pesada do alemão tinha ficado impregnada no ambiente. No quarto, ela se vestiu apenas com uma calcinha de renda preta e deitou. O silêncio entre nós dois era sufocante. Deitamos, mas o fantasma do corpo do Raul parecia estar bem no meio de nós na cama.

Sentindo aquela distância e aquele clima estranho, resolvi testar a situação. Puxei o corpo dela pela cintura, trazendo ela pra perto de mim, tentando iniciar um carinho e roçando o meu rosto no pescoço dela.
— Tu achou ele diferente hoje, amor? — perguntei, baixinho.
— É… ele é um homem muito firme, né? Decidido, sabe bem o que quer — ela respondeu, mas notei que o corpo dela ficou completamente rígido, tenso sob o meu toque.

Tentei beijar a boca dela, mas os lábios dela estavam frios, sem nenhuma entrega ou reciprocidade. Insisti, tirei a calcinha dela e fiquei por cima, tentando reanimar o clima, mas a Letícia apenas abriu as pernas de forma mecânica. Ela ficou ali parada, olhando fixo pro teto do quarto no escuro, sem dar um único gemido, sem passar as mãos pelas minhas costas e sem demonstrar o menor sinal de prazer. Foi um sexo frio, burocrático e distante, como se ela estivesse apenas cumprindo uma obrigação chata com o marido enquanto a mente dela viajava longe, muito longe dali. Quando terminei, ela apenas se virou para o lado oposto sem dizer uma palavra e dormiu. Aquela frieza absurda me deu a certeza absoluta: o coração e o tesão dela já pertenciam totalmente ao alemão.

Dias depois, o grandão sumiu por duas semanas inteiras. A nossa vida sexual, que já estava morna, decaiu completamente até zerar. A rotina voltou a ser cinza, mas a tensão absurda ficou flutuando no ar. Ela não me olhava direito nos olhos, falava o mínimo necessário, não queria mais saber de ficar comigo na cama, mas eu guardava tudo para mim, observando cada detalhe em silêncio, sem deixar perceber de forma alguma que eu já imaginava o motivo daquela frieza dela.

Era sexta-feira, eu tinha um serviço grande de manutenção de rede marcado na cidade de Novo Hamburgo, mas o cliente ligou desmarcando de última hora. Voltei mais cedo pra casa, no meio da tarde, sem avisar ninguém. Ao dobrar a esquina da nossa rua, o meu coração deu um tranco violento no peito e disparou: vi a caminhonete preta do Raul estacionada bem na frente do portão. Fiquei parado olhando de longe por um minuto, a boca seca. Decidi deixar o meu carro bem afastado, duas quadras para trás, e vim andando devagar, na ponta dos pés, até a casa. Entrei silenciosamente pelos fundos do pátio. A porta da cozinha estava apenas encostada. Caminhei pelo corredor externo com o coração na boca, fui até a janela do quarto do casal, empurrei a cortina bem devagar por uma fresta e as minhas pernas ficaram completamente bambas com o que vi.

O Raul estava ali, sentado bem na beira da nossa cama. E a Letícia estava de joelhos no chão, completamente nua entre as pernas dele, segurando com as duas mãos aquela ferramenta monstruosa, grossa e escura, engolindo até o talo com um tesão selvagem e gorfando de tanto prazer.

Fiquei estático ali na janela, espiando toda aquela sacanagem de camarote. O meu pau endureceu instantaneamente de um jeito violento, rasgando o tecido da minha cueca enquanto eu assistia às mãos gigantescas e cheias de veias do alemão cravadas com força no cabelo loiro dela. Ele socava aquela tora de mais de vinte centímetros boca adentro sem a menor dó, fazendo a Letícia revirar os olhos e gemer abafado, salivando toda a extensão daquele membro pesado que entrava até o fundo da garganta dela. O Raul arfava grosso, com o peito peludo subindo e descendo, puxando a cabeça dela para ditar um ritmo bruto e sem massagem, e ela aceitava tudo de forma totalmente submissa, segurando nas coxas grossas dele para não engasgar com o tamanho absurdo do bicho, enquanto o alemão dava risada daquela cena e comandava a putaria com total autoridade.

— Tá bom assim, guria? Engole tudinho, suga essa porra com vontade até o fim! — ele comandava, com a voz rouca.
— Hummm… ahhh… Raul… teu pau é muito grande… vai com calma… — ela suplicava entre uma golfada e outra, com a saliva escorrendo pelo queixo.

— Se reclamar eu meto mais fundo ainda! Morde o bicho pra tu ver o que acontece, kkk, abre bem essa boca!
— Não para… por Deus, não para… não acredito que eu estou fazendo isso com o Lipe… mas é gostoso demais…
Eu assistia àquilo tudo tremendo da cabeça aos pés, com o peito queimando numa mistura de ciúme e um tesão que batia no teto, vendo a minha própria esposa totalmente entregue ao melhor amigo do meu falecido pai, uma putaria pesada acontecendo na minha própria cama de casal. De repente, o Raul segurou o quadril dela com aquelas mãos gigantes que cobriam a cintura dela inteira, levantou o corpo dela num puxão só e a jogou de bruços no colchão, empinando aquela bunda redonda bem na direção dele. O alemão não usou camisinha de jeito nenhum; cuspiu grosso na própria palma da mão, esfregou na rachadura dela e mirou direto no cuzinho da Letícia, empurrando a cabeça daquela tora de uma vez só, fazendo ela soltar um grito agudo de dor e prazer que ecoou pelo quarto.
— Puta merda, Raul!! Vai devagar, caralho, tá doendo muito!!

— Fica quieta, guria! Tu não queria sentir o tranco do alemão? Então chupa esse rojão agora e não reclama!
— Ahhh… meu Deus… vai me rasgar inteiro… vai com calma…
— Me fala uma coisa aqui na minha cara, Letícia… o teu marido frouxo nunca fudeu o teu cuzinho, né? Tu é casada com um frouxo que não sabe brincar.
— Não… ahhh… nunca… ele nunca quis… tu é o primeiro… o primeiro a entrar aí… mas vai com calma…
— Eu sabia, kkk! Tu foi feita sob medida pra ser arrombada por um homem de verdade. Agora aguenta o bicho entrando todo!

Eu escutava aquelas humilhações e a minha mente parecia que ia explodir de tanta loucura, assistindo o Raul socar aquele cano grosso até a raiz no rabo da minha mulher, a carne estalando numa fricção violenta e barulhenta que fazia o colchão balançar inteiro na cama. O pensamento veio forte e pesado na minha cabeça: *que merda, ela nunca quis fazer isso comigo nesses quatro anos, sempre inventou desculpa de dor, de religião, de tudo, e agora tá aí se abrindo inteira pro alemão, aguentando aquela naba enorme socada no cu dela sem piscar!* O Raul metia com força bruta, as veias do pescoço dele totalmente saltadas, dando tapas estalados e violentos naquela bunda que já estava completamente vermelha, deixando a marca dos cinco dedos dele desenhada na pele branquinha dela, enquanto a Letícia gemia desesperada, entregue ao prazer daquela dor esquisita, rebolando com força contra o quadril dele e implorando por mais sacanagem.

— Era isso que tu queria o tempo todo, não era, guria? Fala na minha cara! Fala!
— Era… ahhh… era sim… fode o meu rabo, Raul… me rasga inteira… joga tudo aí dentro!
— Vou te encher de leite, safada! Vou largar toda a minha porra no teu fundo!
O alemão acelerou o tranco de forma brutal e implacável, os pelos do peito dele roçando com força nas costas dela, dando estocadas curtas, rápidas e violentas que faziam a Letícia chorar de tanto tesão, até que ele travou o corpo gigante com tudo lá dentro, urrando feito um touro no quarto escuro e descarregando uma jorrada enorme e espessa de esperma quente bem no fundo do rabo dela, enquanto ela gozava junto, se esparramando inteira no lençol bagunçado.

Fiquei ali paralisado, segurando o ar, vendo os dois arfando cansados na cama, com o rabo dela totalmente melado de porra escorrendo pelas coxas. Antes que eles pudessem notar a minha presença ali na fresta, me afastei da janela bem devagar, voltei pro meu carro com o calção molhado e o pau pingando líquido na cueca. Esperei cerca de vinte minutos com o motor desligado antes de finalmente entrar em casa pelo portão da frente, fazendo barulho com as chaves pra fingir que tinha acabado de chegar exausto do trabalho.

Quando entrei pela sala, ela veio correndo me receber vestindo um roupão, com o cabelo ainda molhado do banho e tentando disfarçar a tremedeira nítida nas pernas, mas eu não falei absolutamente nada, mantendo o segredo trancado comigo. Mais tarde, fingindo que ia tomar banho, revistei o banheiro e achei a cueca de futebol dele esquecida e escondida atrás do cesto de roupas. Peguei a peça com a mão trêmula, cheirei o suor forte do alemão misturado com o cheiro característico da minha mulher, e guardei a peça exatamente no mesmo lugar pra que nenhum dos dois desconfiasse de que eu já sabia de toda a verdade.

Ela acha que eu sou um completo bobo, e é claro que ele também pensa a mesma coisa de mim. Eu sei perfeitamente que eles não desconfiam de nada, e foi exatamente assim que eu continuei ali: fingindo, observando cada passo, alimentando esse tesão oculto e monstruoso dentro de mim, apenas esperando o momento certo e a oportunidade perfeita que o destino acabou me entregando de bandeja logo no final de semana seguinte.

estava; os dois ficavam bebendo cerveja na área da piscina enquanto eu terminava alguns relatórios do trabalho, mas a Letícia me dizia depois que quase não conversavam, que ela ficava na dela, só observando de canto. Eu achava que era timidez, por respeito ao amigo da família, mas com o tempo o clima começou a pesar de um jeito estranho. Comecei a notar uns olhares demorados do rosto dele pra ela, e o jeito que ela ficava tensa quando a caminhonete encostava na frente; aquilo começou a me dar um nó no peito, uma mistura de ciúme com uma curiosidade que eu não admitia de jeito nenhum pra mim mesmo.

Em um sábado de calor infernal aqui em Porto Alegre, eu estava limpando a piscina e a Letícia na cozinha picando frutas, escutei o motor pesado na rua e o portão bateu: era o Raul. Entrou pelos fundos de regata e calção de futebol, mostrando aqueles braços gigantescos e o peito peludo saltando para fora do tecido.

— Bah, vivente, que trabalheira nesse sol, precisa de uma mão aí? — perguntou ele, soltando uma risada abafada.
— Tá quase, seu Raul, só tirando as folhas da água mesmo.

— Olha que a patroa já tá vigiando nós ali na porta, kkk.
O alemão me olhou e apontou com o queixo. Olhei pra trás e vi a Letícia na porta com uma jarra de suco: estava muito vermelha, com os olhos cravados no rosto dele, e ajeitou o shortinho curto, visivelmente nervosa na presença dele.
— Fiz um suco gelado, vocês querem, Raul? — a voz dela saiu mansa, quase num sussurro.
— Bah, salvou a vida, essa tua hospitalidade me quebra, Letisinha.

— É o mínimo pro senhor…

— Senhor não, guria, sou quase um irmão pro teu marido, esquece essa cerimônia comigo, kkk.
Ela baixou a cabeça, com o rosto e o pescoço completamente vermelhos. Quando foi entregar o copo, a mão dela tremeu tanto que os dedos dela roçaram os dele por alguns segundos. Ela deu uma olhada rápida pra mim e puxou o braço de volta num estalo, mas ele continuou encarando ela por cima do copo de suco, fixo, sem piscar nenhum segundo.

— O suco tá bom — disse o Raul, limpando a boca com as costas da mão e sorrindo de canto. — Mas aquele teu doce de canela da semana passada… Bah, comi um pedaço generoso direto na mesa da cozinha que me deixou pensando nele a semana inteira. Tu sabe bem como me agradar e acertar o ponto do que eu gosto, né, guria?
A Letícia engoliu em seco, os olhos dela brilharam numa cumplicidade quente e o canto da boca dela esboçou um sorriso tenso. Aquela fala dele, com aquele olhar pesado, me deu um estalo na hora: não era só elogio de vizinho, ali tinha coisa, eles já tinham tido algum tipo de intimidade naquela cozinha.

— Se o senhor quiser… faço mais pro fim de semana — ela respondeu, com a voz falhando de nervoso.
— Olha que eu cobro, hein? Não me instiga que viro sócio definitivo dessa cozinha. E tu sabe que quando eu entro num lugar, eu não fico só na promessa, vou até o fim.

Fiquei ali com a peneira na mão, assistindo àquilo em silêncio. Havia uma eletricidade muito forte entre os dois, a postura imponente dele contra o jeito submisso dela criava um tesão palpável no ar, e aquilo, em vez de me enfurecer ou me fazer brigar, começou a me acender de um jeito que eu nunca tinha sentido na minha vida inteira.
Ao entardecer, sentamos no pátio. Ele afundou a cadeira de praia com o tamanho do corpo dele, e ela trouxe mais cerveja, vestindo uma regata leve e um short bem justo. Sentou mais afastada, encolhendo as pernas na cadeira e puxando o pano pra cobrir a coxa.

— Como estão os treinos no Parcão, Raul? Aguenta o ritmo nesse mormaço de Porto Alegre? — perguntei, puxando assunto.
— Calor não me derruba, guri, teu pai corria comigo no meio-dia e não reclamava. Essa gurizada de hoje em dia que se quebra por qualquer bobagem.
— Meu foco é mais na cabeça, gasto muita energia no computador ali dentro.
— Eu sei, Felipe, mas o corpo também tem que estar pronto pra dar conta das coisas. Uma mulher bonita e viçosa dessas do lado exige um homem com energia, que aguente o tranco no dia a dia, senão o ferro enferruja. Não é verdade, Letícia?

Ela deu um salto na cadeira, assustada com a pergunta direta e provocativa. Olhou para o chão na hora, tentando disfarçar e puxando de novo a barra do short que subia pela coxa dela.
— Cada um tem seu ritmo… O Felipe trabalha bastante e se esforça muito — justificou ela.
Olhei para a minha mulher e vi que ela estava mordendo o lábio inferior — o tique exato que ela tem quando está muito excitada, nervosa ou acuada. A minha própria cueca apertou na hora, o clima de safadeza estava escancarado na nossa frente e o Raul sabia exatamente o que estava fazendo.

— E tu, Raul? Não pensa em arrumar alguém? Um cara boa pinta, sozinho na vida… — provoquei, querendo ver a reação.
— Mulher dá muito trabalho, Felipe. Ou é muito nova e não sabe o que quer, ou é rodada e cheia de manias. Gosto de coisa firme. Gosto de mulher que sabe escutar, que me deixa mandar e aceita o comando, fruta no ponto certo. Tá difícil de achar hoje em dia.
Ele falou aquilo olhando fixo, sem desviar, direto nos olhos dela. A Letícia não aguentou a pressão daquele olhar verde do alemão, levantou num pulo só da cadeira e pegou os copos vazios com as mãos trêmulas.
— Vou… vou ver o bolo no forno, com licença.
O Raul acompanhou com os olhos a bunda redonda dela rebolando pra dentro de casa e deu um sorriso de canto, totalmente dono da situação e ciente do efeito que causava. Senti um arrepio forte na espinha, e ali eu entendi, no fundo da minha mente, que queria ver até onde aquela história ia parar.

Naquela noite, o jantar foi quase em absoluto silêncio. Ela serviu o prato do Raul com uma obediência e uma timidez que nunca tinha tido comigo, dava pra ver o desejo e a eletricidade naqueles olhos. Quando ele finalmente foi embora, a casa parecia vazia, mas a energia pesada do alemão tinha ficado impregnada no ambiente. No quarto, ela se vestiu apenas com uma calcinha de renda preta e deitou. O silêncio entre nós dois era sufocante. Deitamos, mas o fantasma do corpo do Raul parecia estar bem no meio de nós na cama.

Sentindo aquela distância e aquele clima estranho, resolvi testar a situação. Puxei o corpo dela pela cintura, trazendo ela pra perto de mim, tentando iniciar um carinho e roçando o meu rosto no pescoço dela.
— Tu achou ele diferente hoje, amor? — perguntei, baixinho.
— É… ele é um homem muito firme, né? Decidido, sabe bem o que quer — ela respondeu, mas notei que o corpo dela ficou completamente rígido, tenso sob o meu toque.

Tentei beijar a boca dela, mas os lábios dela estavam frios, sem nenhuma entrega ou reciprocidade. Insisti, tirei a calcinha dela e fiquei por cima, tentando reanimar o clima, mas a Letícia apenas abriu as pernas de forma mecânica. Ela ficou ali parada, olhando fixo pro teto do quarto no escuro, sem dar um único gemido, sem passar as mãos pelas minhas costas e sem demonstrar o menor sinal de prazer. Foi um sexo frio, burocrático e distante, como se ela estivesse apenas cumprindo uma obrigação chata com o marido enquanto a mente dela viajava longe, muito longe dali. Quando terminei, ela apenas se virou para o lado oposto sem dizer uma palavra e dormiu. Aquela frieza absurda me deu a certeza absoluta: o coração e o tesão dela já pertenciam totalmente ao alemão.

Dias depois, o grandão sumiu por duas semanas inteiras. A nossa vida sexual, que já estava morna, decaiu completamente até zerar. A rotina voltou a ser cinza, mas a tensão absurda ficou flutuando no ar. Ela não me olhava direito nos olhos, falava o mínimo necessário, não queria mais saber de ficar comigo na cama, mas eu guardava tudo para mim, observando cada detalhe em silêncio, sem deixar perceber de forma alguma que eu já imaginava o motivo daquela frieza dela.

Era sexta-feira, eu tinha um serviço grande de manutenção de rede marcado na cidade de Novo Hamburgo, mas o cliente ligou desmarcando de última hora. Voltei mais cedo pra casa, no meio da tarde, sem avisar ninguém. Ao dobrar a esquina da nossa rua, o meu coração deu um tranco violento no peito e disparou: vi a caminhonete preta do Raul estacionada bem na frente do portão. Fiquei parado olhando de longe por um minuto, a boca seca. Decidi deixar o meu carro bem afastado, duas quadras para trás, e vim andando devagar, na ponta dos pés, até a casa. Entrei silenciosamente pelos fundos do pátio. A porta da cozinha estava apenas encostada. Caminhei pelo corredor externo com o coração na boca, fui até a janela do quarto do casal, empurrei a cortina bem devagar por uma fresta e as minhas pernas ficaram completamente bambas com o que vi.

O Raul estava ali, sentado bem na beira da nossa cama. E a Letícia estava de joelhos no chão, completamente nua entre as pernas dele, segurando com as duas mãos aquela ferramenta monstruosa, grossa e escura, engolindo até o talo com um tesão selvagem e gorfando de tanto prazer.

Fiquei estático ali na janela, espiando toda aquela sacanagem de camarote. O meu pau endureceu instantaneamente de um jeito violento, rasgando o tecido da minha cueca enquanto eu assistia às mãos gigantescas e cheias de veias do alemão cravadas com força no cabelo loiro dela. Ele socava aquela tora de mais de vinte centímetros boca adentro sem a menor dó, fazendo a Letícia revirar os olhos e gemer abafado, salivando toda a extensão daquele membro pesado que entrava até o fundo da garganta dela. O Raul arfava grosso, com o peito peludo subindo e descendo, puxando a cabeça dela para ditar um ritmo bruto e sem massagem, e ela aceitava tudo de forma totalmente submissa, segurando nas coxas grossas dele para não engasgar com o tamanho absurdo do bicho, enquanto o alemão dava risada daquela cena e comandava a putaria com total autoridade.

— Tá bom assim, guria? Engole tudinho, suga essa porra com vontade até o fim! — ele comandava, com a voz rouca.
— Hummm… ahhh… Raul… teu pau é muito grande… vai com calma… — ela suplicava entre uma golfada e outra, com a saliva escorrendo pelo queixo.

— Se reclamar eu meto mais fundo ainda! Morde o bicho pra tu ver o que acontece, kkk, abre bem essa boca!
— Não para… por Deus, não para… não acredito que eu estou fazendo isso com o Lipe… mas é gostoso demais…
Eu assistia àquilo tudo tremendo da cabeça aos pés, com o peito queimando numa mistura de ciúme e um tesão que batia no teto, vendo a minha própria esposa totalmente entregue ao melhor amigo do meu falecido pai, uma putaria pesada acontecendo na minha própria cama de casal. De repente, o Raul segurou o quadril dela com aquelas mãos gigantes que cobriam a cintura dela inteira, levantou o corpo dela num puxão só e a jogou de bruços no colchão, empinando aquela bunda redonda bem na direção dele. O alemão não usou camisinha de jeito nenhum; cuspiu grosso na própria palma da mão, esfregou na rachadura dela e mirou direto no cuzinho da Letícia, empurrando a cabeça daquela tora de uma vez só, fazendo ela soltar um grito agudo de dor e prazer que ecoou pelo quarto.
— Puta merda, Raul!! Vai devagar, caralho, tá doendo muito!!

— Fica quieta, guria! Tu não queria sentir o tranco do alemão? Então chupa esse rojão agora e não reclama!
— Ahhh… meu Deus… vai me rasgar inteiro… vai com calma…
— Me fala uma coisa aqui na minha cara, Letícia… o teu marido frouxo nunca fudeu o teu cuzinho, né? Tu é casada com um frouxo que não sabe brincar.
— Não… ahhh… nunca… ele nunca quis… tu é o primeiro… o primeiro a entrar aí… mas vai com calma…
— Eu sabia, kkk! Tu foi feita sob medida pra ser arrombada por um homem de verdade. Agora aguenta o bicho entrando todo!

Eu escutava aquelas humilhações e a minha mente parecia que ia explodir de tanta loucura, assistindo o Raul socar aquele cano grosso até a raiz no rabo da minha mulher, a carne estalando numa fricção violenta e barulhenta que fazia o colchão balançar inteiro na cama. O pensamento veio forte e pesado na minha cabeça: *que merda, ela nunca quis fazer isso comigo nesses quatro anos, sempre inventou desculpa de dor, de religião, de tudo, e agora tá aí se abrindo inteira pro alemão, aguentando aquela naba enorme socada no cu dela sem piscar!* O Raul metia com força bruta, as veias do pescoço dele totalmente saltadas, dando tapas estalados e violentos naquela bunda que já estava completamente vermelha, deixando a marca dos cinco dedos dele desenhada na pele branquinha dela, enquanto a Letícia gemia desesperada, entregue ao prazer daquela dor esquisita, rebolando com força contra o quadril dele e implorando por mais sacanagem.

— Era isso que tu queria o tempo todo, não era, guria? Fala na minha cara! Fala!
— Era… ahhh… era sim… fode o meu rabo, Raul… me rasga inteira… joga tudo aí dentro!
— Vou te encher de leite, safada! Vou largar toda a minha porra no teu fundo!
O alemão acelerou o tranco de forma brutal e implacável, os pelos do peito dele roçando com força nas costas dela, dando estocadas curtas, rápidas e violentas que faziam a Letícia chorar de tanto tesão, até que ele travou o corpo gigante com tudo lá dentro, urrando feito um touro no quarto escuro e descarregando uma jorrada enorme e espessa de esperma quente bem no fundo do rabo dela, enquanto ela gozava junto, se esparramando inteira no lençol bagunçado.

Fiquei ali paralisado, segurando o ar, vendo os dois arfando cansados na cama, com o rabo dela totalmente melado de porra escorrendo pelas coxas. Antes que eles pudessem notar a minha presença ali na fresta, me afastei da janela bem devagar, voltei pro meu carro com o calção molhado e o pau pingando líquido na cueca. Esperei cerca de vinte minutos com o motor desligado antes de finalmente entrar em casa pelo portão da frente, fazendo barulho com as chaves pra fingir que tinha acabado de chegar exausto do trabalho.
Quando entrei pela sala, ela veio correndo me receber vestindo um roupão, com o cabelo ainda molhado do banho e tentando disfarçar a tremedeira nítida nas pernas, mas eu não falei absolutamente nada, mantendo o segredo trancado comigo. Mais tarde, fingindo que ia tomar banho, revistei o banheiro e achei a cueca de futebol dele esquecida e escondida atrás do cesto de roupas. Peguei a peça com a mão trêmula, cheirei o suor forte do alemão misturado com o cheiro característico da minha mulher, e guardei a peça exatamente no mesmo lugar pra que nenhum dos dois desconfiasse de que eu já sabia de toda a verdade.

Ela acha que eu sou um completo bobo, e é claro que ele também pensa a mesma coisa de mim. Eu sei perfeitamente que eles não desconfiam de nada, e foi exatamente assim que eu continuei ali: fingindo, observando cada passo, alimentando esse tesão oculto e monstruoso dentro de mim, apenas esperando o momento certo e a oportunidade perfeita que o destino acabou me entregando de bandeja logo no final de semana seguinte.

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