Meu nome é Ricardo Campos, tenho 26 anos e atuo como estagiário em um escritório de contabilidade. O meu chefe, o seu Geraldo, no ápice dos seus cinquenta e oito anos, é um sujeito austero. Quando chega no escritório ostentando a sua habitual carranca enfezada ele fala em um tom tão inaudível que o seu “bom dia” soa no máximo como um resmungo.
Trabalhar suportando o mau humor daquele cidadão apenas não é um maior suplício porque, pelo menos uma ou duas vezes por semana, a esposa dele aparece lá no escritório.