Certa vez, no final do expediente de uma sexta-feira, eu, exausta e louquinha pra chegar em casa, fui convidada por dois amigos de trabalho pra tomar um chope com eles no bar da esquina. Prefiro não falar os nomes deles, afinal, eles são casados e são superlegais comigo lá na repartição, já “descascaram muitos abacaxis pra mim”, são destes amigos que pode-se confiar de olhos vendados. Enfim, chope vai e chope vem, e eis que chegam três outros amigos deles, e eles os cumprimentam com toda aquela macheza e cordialidade leal, amigável e sincera que só se vê entre os homens, e os convidam pra se juntar a nós ali a mesa. Já estávamos muito mais a vontade, conversando sem frescuras sobre relacionamentos, contando piadas e tudo mais da forma mais extrovertida possível. Eu nem mesmo sentia vontade de ir pra casa. Principalmente porque comecei a notar dois deles olhando meio… assanhadinhos pra cima de mim. E eu, claro, estava adorando aquilo. Estava me sentindo uma ovelha entre lobos. Contudo, os celulares