Toquei a campainha, esperei à porta, pouco depois dona Laura abre a porta.
– Boa noite, tia. O Gabriel tá aí?
Ela não era minha tia, mas morávamos no mesmo prédio há anos, era amigo de infância de Gabriel, seu filho. Eu e o Gabriel costumávamos ir ao apartamento um do outro sem aviso, para jogarmos e conversarmos, chamávamos as mães um do outro de “tia”.