Meu nome é Roberto, tenho 38 anos. Nunca fui atlético, nem daqueles caras “imponentes”. Sou comum e por muito tempo achei que isso também valia para o meu desejo. Até conhecer a Andréia.
Estamos juntos há quatro anos e, se tem uma coisa que aprendi com ela, é que sexo não evolui sozinho. Ele precisa de curiosidade, conversa e coragem. A nossa sempre teve de sobra.
Desde o começo, Andréia gostava de explorar meu corpo sem pressa, sem rótulos. Beijos demorados, mãos curiosas, perguntas ditas no ouvido.
Foi assim que ela começou a me tocar onde eu nunca tinha deixado ninguém tocar antes. No início, apenas provocações discretas enquanto me chupava, como se testasse meus limites com a ponta dos dedos.
Eu sentia prazer nisso. Só que isso me assustava. A grande dúvida era: “o que será que ela vai pensar de mim se eu demonstrar que estou gostando disso??”
Parte de mim queria pedir para parar. Outra parte implorava em silêncio para ela continuar. Andréia percebia tudo. Sempre percebeu. E nunca forçou nada. Só dizia, com aquela calma provocadora:
— Você não vai ser menos homem por sentir prazer. Confia em mim.
Confiei.
Com o tempo, o que antes era novidade virou desejo. Um dedo já não bastava. A curiosidade cresceu dos dois lados. Conversamos muito sobre isso, demos muita risada e também fantasiamos bastante. Até que decidimos dar um passo a mais.
Fomos juntos a um sex shop e escolhemos um consolo de tamanho médio. Nada exagerado. A ideia era experimentar, não provar nada para ninguém.
No aniversário dela, fiz a proposta mais sincera que já fiz na vida: meu cuzinho seria o presente. E ela achou simplesmente o máximo. Disse que seria o melhor presente que eu poderia dar.
Naquela noite, cheguei do trabalho diferente. Nervoso, excitado, atento a cada sensação. Fui direto para o banho e comecei os preparativos. Andréia entrou comigo. Ajudou como quem cuida e provoca ao mesmo tempo. Não depilei tudo porque ainda não tenho essa coragem, mas ela aparou e me deixou à vontade.
A limpeza veio depois. Sem glamour nenhum e muito menos sem tabu. Parte do ritual, parte da entrega.
Quando fomos para o quarto, o clima já estava denso. Luz baixa. Cheiro de lubrificante. Expectativa no ar. Ela começou com um boquete lento, caprichado. Enquanto isso, seus dedos voltaram a me preparar com paciência, respeitando meu tempo.
Quando senti a língua ali, precisei fechar os olhos. Meu corpo inteiro reagiu. Tremi e deixei acontecer.
Ela passou muito lubrificante e começou a fazer movimentos lentos. O consolo entrou aos poucos, centímetro por centímetro, enquanto ela me masturbava com firmeza. A cada avanço, um misto de tensão e prazer. A cada recuo, vontade de mais.
Quando relaxei de verdade, ela mudou o ritmo. Começou a ir mais fundo e ser mais intensa. Eu já não pensava em nada. Só sentia.
Gozei forte e de um jeito diferente que nunca tinha experimentado antes. Foi um orgasmo que parecia começar de dentro, espalhando pelo corpo inteiro. Jatos quentes sujando o lençol, minha barriga, enquanto ela me conduzia sem pressa, me dominando totalmente.
Depois, silêncio e respiração pesada. Ela deitou a cabeça no meu peito, satisfeita. Eu ainda tentando entender o que tinha acabado de viver.
Quando me recuperei, foi minha vez de cuidar dela. Chupei com vontade, sem pressa, até sentir sua excitação transbordar. Depois a coloquei de quatro e a penetrei com calma, aproveitando cada movimento. Já tinha gozado, então pude durar mais. Mudamos de posição muitas vezes.
Gozamos juntos e com a sensação clara de que tínhamos aberto uma porta que não queria mais se fechar.
Dormimos abraçados. E isso foi só o começo…