Era uma sexta qualquer. A sala e a cozinha formavam um só espaço, e a luz clara deixava tudo com um ar caseiro, comum. As garrafas de cerveja se acumulavam na mesa, o som da televisão servia mais de pano de fundo do que de distração.
Kaike ria alto de uma história antiga, o tipo de coisa que só amigo de verdade lembra. Meu marido respondia com aquele sorriso fácil, o de quem já bebeu o suficiente pra relaxar. Eu observava os dois, sentada entre eles, ouvindo mais do que falava.