Sozinha na festa do trabalho

Eu estava longe de casa.
Tenho 28 anos, morena, corpo que eu sempre soube usar bem. A viagem de trabalho tinha me trazido para outra cidade, um hotel bom, reuniões durante o dia e, naquela noite, a festa da empresa. Elegante. Salão amplo, luzes baixas, música suave, mesas com taças de vinho e canapés. Eu estava sozinha. Meu namorado tinha ficado na nossa cidade. A distância pesava de um jeito que eu não queria admitir em voz alta.

Escolhi o vestido longo azul, o que descia até os tornozelos e se abria num fendido alto na perna esquerda. O tecido abraçava os seios, a cintura, o quadril. Salto alto fino, colares dourados, anéis nos dedos. Olhei no espelho do quarto do hotel antes de sair e pensei: deslumbrante. E estava.

Na festa, eu circulava, cumprimentava, sorria. Bebia vinho branco. Conversava o suficiente para não parecer isolada. Mas a solidão estava ali, quente entre as coxas, insistente.

Foi quando eu o vi.

Ele não era um dos executivos. Era segurança. Alto, corpo grande, daqueles homens largos de ombros e peito, com uma barriga que se notava sob a camisa preta justa. Não magro, não atlético de academia. Forte de verdade, daqueles que ocupam espaço. Cabelo curto, barba por fazer, olhar atento. Não ficava parado no mesmo lugar o tempo todo. Andava pela festa, passava entre as pessoas, observava, voltava. Às vezes parava perto da entrada do salão, às vezes cruzava o salão inteiro.

Eu o notei porque ele me notou.

Na primeira vez que nossos olhares se cruzaram, ele não sorriu. Só me segurou com os olhos por um segundo a mais do que o profissionalismo pedia. Eu senti o corpo reagir antes da cabeça. O vestido azul de repente pareceu mais justo. O fendido mais alto.

Passei perto dele quando fui ao banheiro. Ele estava de pé, mãos atrás das costas, postura firme. Olhei de lado. A camisa preta marcava o peito largo e a barriga. As mãos eram grandes. Eu imaginei essas mãos na minha cintura e senti o calor subir.

Quando saí do banheiro, ele estava mais perto da parede do corredor. Eu diminui o passo. Ele não se mexeu. Só me olhou de cima a baixo, devagar, sem pressa. O olhar parou no decote, desceu pelo tecido até o fendido, subiu de novo até minha boca.

— Precisa de alguma coisa, senhora? — a voz era grave, baixa, quase só para mim.

— Não. Só… saindo um pouco do barulho.

Ele assentiu. Eu não saí. Fiquei ali, a poucos passos. O corredor estava vazio naquele momento. A festa continuava do outro lado da porta.

— Você trabalha a noite toda? — perguntei.

— Até o final. Mas tenho intervalo.

O silêncio entre a gente ficou carregado. Eu sentia o coração batendo mais forte. O vinho já tinha baixado a guarda. A solidão da viagem, o namorado longe, o vestido azul colado no corpo… tudo empurrava.

— Qual o seu nome? — perguntei.

— Ricardo.

— Amanda.

Ele repetiu meu nome baixinho, como se estivesse guardando. Depois deu um passo à frente. Só um. O suficiente para eu sentir o calor do corpo dele no ar entre nós.

— Você está sozinha aqui? — perguntou.

— Sim.

Ele não disse mais nada. Só me olhou de novo, e dessa vez o olhar era aberto, sem disfarce. Eu senti a umidade entre as pernas. O salto fino fazia meu corpo ficar ligeiramente inclinado para frente. O decote do vestido mostrava o começo dos seios.

Eu poderia ter voltado para a festa. Poderia ter sorrido e ido embora. Em vez disso, perguntei:

— Quando é o seu intervalo?

Ele olhou o relógio no pulso.

— Em vinte minutos. Tem um salão menor no fundo, fechado. Ninguém usa hoje.

Eu engoli em seco.

— Me mostra.

Ele não sorriu. Só virou o corpo e começou a andar. Eu o segui, o salto batendo no chão, o vestido azul balançando na perna aberta pelo fendido. Cada passo fazia o tecido se mover contra a pele.

O salão menor era escuro, só uma luz fraca perto da porta de serviço. Cadeiras empilhadas, algumas mesas cobertas. Cheiro de madeira e ar-condicionado.
Ricardo fechou a porta atrás de nós. O clique do trinco soou alto.

Ele se virou para mim.

— Tem certeza? — perguntou, a voz mais baixa ainda.

Eu não respondi com palavras. Dei dois passos até ele, levantei o rosto e beijei a boca dele. A barba arranhou meu queixo. A língua dele entrou na minha, grossa, quente. As mãos grandes foram direto para a minha cintura, apertando o tecido do vestido. Eu senti a barriga dele contra o meu estômago, o volume duro já se formando na calça preta.

Beijamos com fome. Eu passei as mãos pelo peito largo, sentindo o tecido da camisa e o calor da pele por baixo. Ele desceu as mãos até meu quadril, apertou, depois subiu de novo e puxou o decote para baixo. Um seio saiu. A boca dele desceu, chupou o mamilo com força, a língua girando. Eu gemí, a cabeça jogada para trás.

— Porra… — murmurei.

Ele mordeu de leve, depois chupou de novo. A outra mão já estava no fendido do vestido, subindo pela coxa nua até encontrar a calcinha. Os dedos grossos pressionaram o tecido úmido. Eu abri as pernas um pouco mais.

— Já está molhada — ele disse contra meu peito, a voz rouca.

— Desde que te vi andando pela festa.

Ele riu baixo, um som grave que vibrou no meu corpo. Os dedos puxaram a calcinha para o lado. Um dedo grosso deslizou entre os lábios, encontrou o clitóris, esfregou em círculos lentos. Eu me agarrei nos ombros largos dele para não tremer.

— Assim… — pedi.

Ele colocou dois dedos dentro de mim de uma vez. Eu soltei um gemido alto. Os dedos eram largos, cheios, entravam e saíam com força, o polegar ainda no clitóris. O vestido azul estava todo desarrumado, um seio de fora, a saia erguida até a cintura. Eu me sentia exposta e faminta ao mesmo tempo.
Ricardo tirou os dedos, chupou-os na minha frente, depois desceu o zíper da calça. O pau saiu pesado, grosso, veias saltadas, a cabeça já brilhando. Não era o pau de um homem magro e definido. Era o pau de um homem grande, proporcional ao corpo dele. Eu enrolei os dedos em volta, mal conseguindo fechar a mão. Puxei uma vez, duas. Ele gemeu.

— Ajoelha — ordenou, baixo.

Eu desci. O salto fino ficou para trás, os joelhos no chão frio. Abri a boca e engoli a cabeça. O gosto era salgado, quente. Empurrei mais fundo, sentindo a garganta se abrir. As mãos dele foram para o meu cabelo, segurando sem forçar demais. Eu chupei com vontade, a saliva escorrendo, o som molhado enchendo o salão vazio. A cada vez que eu ia até o fundo, a barriga dele encostava no meu nariz. Eu gemia em volta do pau, a vibração fazendo ele tremer.

Ele puxou meu cabelo para cima, me levantando. Virou-me de costas, empurrou-me contra uma das mesas cobertas. O vestido foi erguido até a cintura. A calcinha desceu pelas pernas. Eu senti a cabeça grossa se encaixar na entrada.

— Me fode — pedi, a voz embargada.

Ele entrou de uma vez. O pau grosso abriu tudo, esticou, preencheu. Eu soltei um grito abafado contra a mesa. Ele começou a meter com força, as mãos grandes segurando meus quadris, a barriga batendo na minha bunda a cada estocada. O som era úmido, carnal, as bolas batendo. Eu empurrava o corpo para trás, encontrando cada golpe.

— Mais fundo — pedi.

Ele agarrou meu cabelo, puxou a cabeça para trás, e meteu ainda mais forte. O pau entrava até o fundo, o volume grosso esfregando em todos os pontos certos. Eu sentia o orgasmo subindo rápido, o corpo inteiro tremendo. O vestido azul estava amassado, os colares balançando, os saltos quase saindo dos pés.

— Vou gozar — avisei, a voz quebrada.

— Goza no meu pau.

Eu gozei com força, as paredes se contraindo em volta dele, as pernas fraquejando. Ele não parou. Continuou metendo através do meu orgasmo, prolongando, até eu estar gemendo sem parar, o corpo mole e quente.

Quando ele tirou, virei-me. Ajoelhei de novo e abri a boca. Ele gozou na minha língua, jatos quentes e espessos. Eu engoli o que pude, o resto escorrendo pelo queixo. Ele limpou com o polegar e me fez chupar o dedo.

Ficamos ali por um momento, respirando pesado. O salão ainda estava silencioso. Lá fora, a festa continuava.

Ricardo ajeitou a calça. Eu puxei a calcinha, ajeitei o vestido, limpei a boca com o dorso da mão. O azul do tecido estava um pouco amassado, o cabelo desalinhado, mas eu ainda estava deslumbrante. Só que agora de um jeito diferente.

Ele me olhou.

— Meu intervalo acaba em dez minutos.

Eu sorri, ainda com o gosto dele na boca.

— Então me encontra de novo antes do final da festa.

Ele assentiu, abriu a porta e saiu primeiro. Eu esperei um minuto, o coração ainda batendo forte entre as pernas, e voltei para o salão principal.

O vinho estava mais frio. As conversas mais distantes. E eu já estava pensando em como seria a próxima vez.

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