O sábado amanheceu com um peso diferente. Rebeca, ainda na minha barriga, parecia agitada, e eu não conseguia mais pegar no sono. Deixei meu marido roncando no quarto e decidi que a feira seria meu refúgio matinal. Chamei o Uber e, em poucos minutos, ele estacionou.
Quando entrei, fui recebida por um sorriso que transbordava uma educação quase perigosa. O motorista era um homem preto, imponente, um verdadeiro “gentleman” no trato, mas com um brilho no olhar que entregava sua malícia. Durante o percurso, ele começou a desfiar elogios que me pegaram de guarda baixa.
— Poucas mulheres ficam atraentes grávidas, moça, mas você… você está radiante — ele disse, me olhando pelo retrovisor. — Seu marido é um homem de muita sorte. Com uma mãe dessas, essa criança vai ser linda.
Eu sentia meu rosto queimar. A gestação tinha me deixado à flor da pele, sensível a qualquer toque ou palavra. Meu marido, tomado pelo medo bobo de machucar o bebê, evitava me tocar, e aquele jejum de meses estava me enlouquecendo. Ouvir aquelas cantadas, ver que eu ainda despertava desejo mesmo com o barrigão, me deixou instantaneamente excitada.
Ao chegarmos na feira, as barracas ainda eram esqueletos de ferro sendo montados. Fiz menção de descer, mas ele tocou meu braço de leve. O calor da mão dele me deu um choque elétrico.
— Pode aguardar aqui se quiser, eu espero — ele ofereceu.
Ajeitei-me no banco, sentindo o ar-condicionado e a presença dele. Ele saiu por um instante e voltou com uma garrafinha de suco gelado.
— Precisa se hidratar, faz bem para vocês duas — disse, com um sorriso que parecia ler meus pensamentos.
Meia hora depois, quando a feira finalmente ganhou vida, agradeci a espera.
— Vai lá, moça. Eu te espero aqui e te levo de volta. Se você quiser, é claro.
— Tá bom, mas eu faço questão de pagar a espera! — respondi, rindo.
Fiz minhas compras rápido, mas minha mente não estava nos legumes. Quando voltei, ele descansava com os olhos fechados ao som de uma música baixa. Dei uma batidinha no teto e ele despertou com um sorriso acolhedor. No caminho, ele comentou, meio preocupado, que tinha esquecido a habilitação em casa, ali perto.
— Por favor, passa lá primeiro! Tem uma blitz logo ali na frente, não quero que você se prejudique por minha causa — eu disse, já sentindo o destino traçar o caminho.
Ele entrou na garagem de uma casa belíssima. Antes que ele saísse do carro, eu o interrompi:
— Moço, posso usar seu banheiro e beber uma água?
— Claro, vem comigo.
Eu o segui para dentro. O silêncio da casa era absoluto. Depois de usar o banheiro, encontrei-o me esperando no corredor. Quando passei por ele, ele segurou meus braços com firmeza. Levei um susto, mas meu corpo não recuou.
— Calma, moça… não vou te morder — ele sussurrou, a voz carregada de segundas intenções.
Eu baixei a guarda. Ele me puxou para si e o beijo aconteceu. Foi um beijo faminto, profundo, que durou minutos que pareceram horas. A carência de meses explodiu. Num impulso, olhei nos olhos dele e confessei o que minha alma gritava:
— Eu quero você… por favor!
Ele me tomou pelas mãos e me guiou até o sofá da sala. Ali, o cavalheirismo deu lugar à urgência. Ele me despiu com uma adoração quase religiosa pela minha barriga, mas com a pegada de quem sabia exatamente o que eu precisava. Ele começou a chupar meus peitos, que estavam sensíveis e fartos, e eu não conseguia conter os gritos.
— Pode gemer, moça… aqui ninguém vai nos escutar — ele provocava.
E eu gemia. Me libertei de cada frustração acumulada. Ajoelhei-me diante dele e recebi aquela rola preta e imponente, sentindo o sabor da proibição. Quando ele me possuiu, foi de uma forma forte, bruta e ao mesmo tempo cuidadosa com o meu estado. Ele me explorou de todas as formas, preenchendo cada vazio que o meu marido tinha deixado.
Depois de um tempo que pareceu uma eternidade de prazer, ele urrou, atingindo o ápice. Senti o calor dele inundar parte de mim e o restante cobrir minha barriga. Com uma delicadeza extrema, ele usou as mãos para alisar o sêmen sobre a pele esticada da minha gravidez, como se estivesse batizando aquele momento.
Eu estava exausta, trêmula, mas finalmente completa. Voltei para casa com as sacolas de feira e um segredo que queimava mais que o sol do meio-dia.